01/03/2016

Resenha: Espada de Vidro

Eu tenho problemas de acompanhar séries, trilogias, novelas, porque não sou paciente o bastante para enrolação, e facilmente desisto deles se não estiver me entretendo. Foram muitos poucos livros que li a sequência, e os muitos poucos que li, não gostei nenhum pouco. Infelizmente também não gostei tanto quanto eu gostaria da continuação de a Rainha Vermelha. 




Título: Espada de Vidro
Autor(a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 496
Onde comprar: Amazon
Mais informações no Skoob
Sinopse do Livro: “Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.” O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Minha forma de avaliar um livro é visando se ele atendeu ao que se prometeu. Quem leu o primeiro livro sabe que Mare e os outros, incluindo Cal, serão caçados como traidores, e é essa a ansiedade que define a vontade de querer conferir isso. A missão deles será resgatar a lista contendo nomes de todos os vermelhos com poderes como os de Mare, antes que Maven e sua trupe encontrem e façam deles o mais invencível exército que já existiu.

Por eu ser uma pessoa impulsiva eu meio que espero que os personagens sejam também. Então quando Mare hesita em alguns momentos eu não acho que ela esteja sendo esperta, só um pouco covarde. Se uma luta é inevitável por que não lutar de uma vez? O que adiantaria o clímax da história, eu sei!, mas pareceu só promessa mesmo do que viria, figa. E ainda assim foi super decepcionante.

Até então Cal estivera bem apagado. Quando finalmente tive vislumbre dele me lembrei por que gostei tanto do livro anterior. Leio livros desde sempre e os mocinhos que encantam mais. Por que será? *-*

Porém ele, assim como todo mundo, até mesma a grande chefe Farley, deixam a última palavra para Mare, é ela quem decide as coisas, é ela a chefe agora. Só porque tem o poder maior, só porque é valiosa. Cal é um líder nato assim como Farley, e de repente ele age como se Mare estivesse na liderança e Farley abaixa a cabeça para tudo o que ela diz? Mare saiu de um buraco e foi para o castelo, e não deu tempo de ela aprender a ser uma líder nesse meio tempo. Até o final do livro anterior, por exemplo, ela ainda era inexperiente, se descobrindo. Não senti que ela se tornou forte e amadurecida, só vi o quanto a autora queria deixá-la foda. Por outro lado, as coisas acontecem à sua volta e ela não faz nada, mesmo reclamando de algumas situações, como o tratamento com os outros com Cal no início. Mesmo ela tendo o poder, e falando isso o tempo todo, ela não se pronuncia. Se fosse eu, falaria: façam exatamente o que estou dizendo senão eletrocuto todo mundo!  Verdadeiras heroínas não falam o tempo todo o quanto elas são importantes. A gente sente isso. A gente vê. Verdadeiras heroínas sequer sabem a força que têm. 

Para ser maldosa, nada nesse livro me convenceu. A Rainha Vermelha foi muito bom, eletrizante, apaixonante. Esse nem chega perto, e foi muito difícil concluir a leitura por algumas coisas que não desceram bem. Entre algumas delas, o comportamento “forçado” de Mare e o enfraquecimento do personagem de Cal. Muitas pessoas identificaram no primeiro livro referências de outras obras, porém eu não me incomodei e ao menos percebi. Quero dizer, algumas coisas são tão iguais. Mas nesse livro, o desfecho foi super previsível e brochante – tipo, muito sem noção! Mas por outro lado, depois de Warner de Estilhaça-me eu duvido de qualquer pseudovilão, então a minha esperança de Maven regenerar deixou o livro um pouco mais colorido, e vou ler a sequência, mas será por causa dele. Porque Cal não foi o suficiente para deixar. Nem o restante da história nesse segundo livro. 

Infelizmente.
 

6 comentários:

  1. Olá :)
    Uma pena que o final do livro foi tão decepcionante assim, ainda não iniciei a série, mas tenho muita curiosidade, se esse vilão for parecido com o Warner já xonei nele rsrs

    Beijos!

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  2. Eu adoro o gênero distópico, sempre fico super empolgado com todos os acontecimentos e pelo enredo complexo que a maior parte dos livros possui. Esse, em especial, me deixa muito animado, porque até então só li resenhas positivas a respeito dele.
    Resenha | Para Todos os Garotos Que Já Amei, Jenny Han

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  3. Ao contrário de você, achei A Rainha Vermelha um livro bem ruim. Eu consegui ver as diversas "inspirações" que a autora teve, para não dizer que ela copiou mesmo. Então a minha vontade de ler Espada de Vidro é bem pequena. Só quis continuar mesmo pq ao final do primeiro livro a história ganha certa identidade própria... mas acho que não vou curtir. Se vc, que gostou do primeiro, achou isso do segundo, imagine eu que detestei o primeiro?! hahahahhahaha

    Beijo
    - Tami
    http://www.meuepilogo.com

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    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. concordo com vc vi muitas "inspirações" de outros livros hahahaha. parece que não tem nada de novo.

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  4. eu tenho dificuldade em ler livros de sequencia e tem tantos que quero ler, mas quero me dedicar mais e aprender a ler livros que contenham séries, adorei sua resenha.

    http://www.jacknuit.com.br/

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