23/06/2017

Resenha: Antes que eu Vá


Título: Antes que eu vá
Autor(a): Lauren Oliver
Editora: Intrinseca
Páginas: 368

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no Thomas Jefferson, o colégio que frequenta — da melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, deveria ser apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita. Em vez disso, acaba sendo o último. Mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha desvenda o mistério que envolve sua morte — descobrindo, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.
Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente.
O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as conseqüências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

Estou acreditando que terei muito dificuldade em fazer essa resenha. Passei dois dias lendo esse livro vivendo e revivendo com Sam o dia 12 de Fevereiro e por não ter lido a sinopse acreditei que ela ao menos conseguiria sobreviver no final das contas. Não foi fácil acompanhar a jornada de Sam ao longo do livro. Sinto a extrema necessidade de soltar para fora tudo o que eu senti por essa protagonista: ódio profundo e amor profundo. Eu posso explicar.

Odiei Sam por tudo o que ela é: Uma garota insegura de si, mesmo que seja da turma mais popular do colégio; Além de ser uma garota fácil de ser manipulada. Ela leva a vida que acredita ser perfeita mas o que descobrimos ao longo do livro é que ela não se da muito bem com a própria mãe, namora com um cara que ela nem ao menos gosta de verdade, sua melhor amiga (a líder do grupo) a manipula descaradamente. Inclusive esse grupo de amigas muito me lembrou as pretty little liars, de tanto que elas são manipuladas por Lindsay (que é praticamente uma Alison nessa história). Amei Sam por quem ela descobriu ser capaz de ser ao longo das suas sete chances e de fazer diferente; Ela foi se dando conta de tudo que esta errado em sua vida e tentou arrumar aos poucos. Amei Sam pela capacidade que ela teve de perdoar alguém que nem se quer era a sua obrigação de perdoar.

20/06/2017

Resenha: O prisioneiro de Azkaban

TÍTULO: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
AUTOR(A): J. K. Rowling
EDITORA: Rocco
PÁGINAS: 316
Agora com 13 anos, Harry Potter torna-se mais rebelde, desafiando os tios e os professores. Nas aulas com o professor Lupin, ele aprende como enfrentar os terríveis dementadores, que se alimentam da alma das pessoas, e são os guardiões da prisão de Azkaban, de onde fugiu Sirius Black. Há indícios de que o prisioneiro possa estar na escola e, o que é pior, de que haja um traidor em Hogwarts. Inúmeras surpresas mostram que é preciso cuidado para reconhecer a distância entre a versão de alguns fatos e a verdade. A autora ainda presenteia o leitor com emocionantes partidas de quadribol, novas e assustadoras criaturas mágicas e um final surpreendente.

Do nada me bateu uma vontade de ler Harry Potter (e ainda tô com vontade, mas tenho umas parcerias para ler) então resolvi dar continuidade naquele projeto de ler a saga mais querida por vocês. Eu sei que deveria ter feito isso no ano passado mas quando a leitura é obrigatória fica chata, né? E se vocês bem se lembram eu não falei muito bem de A Câmara Secreta.

16/06/2017

Resenha: Quando tudo Faz Sentido

TÍTULO: Quando tudo faz sentido
AUTOR(A): Amy Zhang
EDITORA: ROCCO
PÁGINAS: 320
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA ROCCO
Liz Emmerson é uma garota popular no colégio e tem uma vida aparentemente invejável. Por que ela tentaria tirar a própria vida, simulando um acidente de carro depois de assistir a uma aula sobre as Leis de Newton? Neste surpreendente romance de estreia, Amy Zhang, que nasceu na China e mora no estado de Nova York, aborda temas como abandono, bullying, depressão e suicídio com uma narrativa crua e pungente que vai arrebatar os fãs de obras como As vantagens de ser invisível, Nuvens de Ketchup e Meu coração e outros buracos negros, entre outros. Na trama, Liz é resgatada por Liam, um garoto que ela sempre desprezou, mas talvez uma das poucas pessoas ao seu redor capaz de enxergá-la além das aparências. Envolvente e emocionante, o livro – que prende também pelo mistério se a protagonista vai ou não sobreviver (e que só é revelado no final) – mostra a fragilidade, a solidão e os dilemas dos jovens de forma sensível e sincera.

Não é de se surpreender que depois do sucesso de 13 Reasons Why as editoras comecem a lançar mais livros sobre suicídio e bullying no Brasil. Longe de mim falar que isso é novidade, mas que obviamente o interesse dos leitores por obras assim aumentou não da para negar. Então a Rocco lançou Quando Tudo Faz Sentido que tinha tudo para ser agradável mas que, para mim, causou muita raiva.

13/06/2017

Resenha: O Ceifador


Título: O Ceifador (Scythe #1)
Autor(a): Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 448
Livro cedido em parceria de ação com a editora Seguinte

Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.

Essa não será uma resenha imparcial. Eu já demonstrei muitas vezes o quanto é difícil eu ser imparcial na minha opinião, então já deixo bem claro que eu amei esse livro e se pudesse daria muitos corações para ele. Claro que eu estava com a expectativa super alta e nem é por causa de resenhas que eu tenha lido por ai, já que eu acabei vendo posteriormente comentários sobre ele. Eu vi a primeira vez um tweet de alguém que marcou como lido no Skoob e gostei do nome. Depois vi a capa no Instagram e achei maravilhosa. Por último eu vi o nome do autor. Pronto, já quis ler o livro. Ao contrário de algumas pessoas eu gosto do autor — ok, só li dois livros dele até hoje (os dois da série Fragmentados) e gostei muito, então eu estava esperando que este também fosse muito bom. Obviamente pelos comentários acima eu achei o livro ótimo. Então sem mais delongas vou explicar para vocês o que eu curti tanto.

29/05/2017

Resenha: Resistência

TÍTULO: Resistência
AUTOR(A): Affinity Konar
EDITORA: Rocco (selo Fábrica 231)
PÁGINAS: 320

Auschwitz, 1944. As gêmeas Pearl e Stasha têm 12 anos quando desembarcam no campo de concentração nazista na Polônia. à medida que conhecem o horror e têm suas identidades fraturadas pela dor e sofrimento, tentam confortar uma à outra e criam códigos e jogos para se proteger e recuperar parte da infância deixada para trás. Mas quando Pearl desaparece sem deixar pistas, Stasha se recusa a acreditar que a irmã esteja morta e embarca numa jornada desesperada em busca de justiça, paz e de si mesma. Livro notável pelo The New York Times; Livro do Ano pela Amazon e pela Publishers Weekly; indicação de leitura dos principais veículos de imprensa norte-americanos, Resistência narra, com uma voz poderosa e única, a trajetória de duas irmãs lutando pela sobrevivência em um dos períodos mais devastadores da história contemporânea e mostra que há beleza e esperança até diante do caos.

Primeiro de tudo acho que preciso dizer que sou uma grande fã de livros e filmes sobre a Segunda Guerra. Sempre tento ler e assistir a tudo que posso, alguma coisa nesse período me fascina. Talvez seja a crueldade humana, que foi tão escancarada mundialmente não só no ato de guerrear mas nas perversidades que ocorreram nos campos de concentração (foco do meu interesse). É difícil acreditar e entender que tantas pessoas tenham realizado atos inimagináveis a outros seres humanos, e talvez essa busca por tentar entender que me atraia pra esse tipo de literatura.
O livro Resistência retrata um pouco dessa crueldade, causada pela mão de Joseph Mengele, o Anjo da Morte, e retratada pelas irmãs gêmeas Stasha e Pearl.

26/05/2017

Resenha: Inesquecível


Título: Inesquecível
Autor(a): Jessica Brody
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 336
Livro cedido em parceria com a editora Rocco
Após um acidente aéreo, uma garota é encontrada ilesa e sem memória em meio aos destroços em pleno oceano Pacífico. Ela não estava na lista de passageiros da aeronave e seu DNA e suas impressões digitais não são reconhecidos em nenhum lugar do mundo. Sua única esperança é um garoto estranho e sedutor que afirma conhecê-la. E que eles eram apaixonados um pelo outro. Mas será que ela pode confiar nele para recuperar seu passado e descobrir quem ela realmente é?
Inesquecível é o primeiro volume de uma trilogia romântica com tintas sci-fi.


Fazia um tempo que eu não li um YA que me deixava tão ansiosa pelo próximo volume; Isso porque Inesquecível é aquele tipo de livro onde cada capitulo a autora faz o leitor acreditar em algo para depois mostrar outra verdade. E não quero dizer que o livro seja confuso, muito pelo contrário. Ao final as coisas vão se encaixando até que ela termina o volume me deixando como eu disse ali em cima.

22/05/2017

Resenha: A cor de Coraline


Título: A Cor de Coraline
Autor(a): Alexandre Rampazo
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 32

Livro cedido em parceria com a editora Rocco
Quantas cores cabem na pergunta “Me empresta o lápis cor de pele?”. Em A cor de Coraline, o ilustrador, designer gráfico e escritor Alexandre Rampazo passeia pelas inúmeras possibilidades contidas numa caixa de lápis de cor e na imaginação infantil a partir da pergunta de um colega para a pequena Coraline, e mostra que o mundo é mais colorido – e diverso – do que nos acostumamos a pensar. Com texto curto e bem-humorado e ilustrações graciosas, o livro aborda o tema da diversidade de forma lúdica para os pequenos. A quarta-capa é assinada pelo premiado escritor Ignácio de Loyola Brandão.


Quando eu era criança usava aquela caixa de lápis da Faber com cerca de 24 cores e adorava pintar as coisas de vários jeitos diferentes, porque eu sempre fui estranha mesmo. Mas sempre que um colega me pedia a "cor de pele" emprestada eu sempre dava aquele meio rosinha/branco (sei lá realmente qual o nome daquela cor) porque sempre identifiquei aquela cor como sendo a cor da minha pele. Mas e ai se meu colega era negro? Ou sabe quando você tem aquela colega tão branca, mas tão branca que sua pele chega a ser vermelha? É mais ou menos esses questionamentos que Coraline tem no livro.