19/04/2017

Precisamos falar sobre 13 Reasons Why

Título: 13 Reasons Why
Criador(a): Brian Yorkey
Elenco: Dylan Minnette,Katherine Langford,Kate Walsh,Christian Navarro
Produção Netflix
Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katherine Langford), sua amiga. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida - além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos.


O que falar dessa série amorzinho não é mesmo?! A maioria de vocês sabem que 13 Reasons Why ( ou Os 13 Porquês ) é  a adaptação do livro do Jay Asher com o mesmo nome, porem a série me pegou antes mesmo de estrear por uma razão: Selena Gomez! Eu não tinha lido o livro e não sabia nada sobre a história, mas saber que era um projeto importante da Selena, me fez colocá-la na minha extensa lista da Netflix.  A série fala como cruel pode ser a fase escolar e como isso afeta pessoas diferentes de diferentes maneiras. Logo depois de Hannah cometer suicídio, Clay um de seus amigos, recebe fitas cassetes em sua casa e logo se vê ouvindo os porquês de tal atrocidade ter acontecido. As fitas trazem flashbacks contados por ela mesma de como foi passar tudo aquilo e como cada atitude a afetou. Em um momento ela diz Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi”. e essa frase sintetiza exatamente o que a série irá mostrar ao longo dela. 
Eu acho que 13 Reasons Why acima de tudo é uma série que precisa ser vista, ela não faz apologia ao suicídio como já vi várias pessoas dizerem, ela mostra como é real isso, e é essa a chave do sucesso da série, trazer uma verdade nua e crua sobre o tema para que ele possa ser discutido e evitado. Cinematograficamente a série é lindíssima, o jogo de câmeras e os cortes de passado e presente são magistralmente feitos com o cuidado necessário para o espectador não se perder no tempo. Detalhes como um simples machucado no Clay te faz diferenciar os acontecimentos. O legal que a série não se trata só da Hannah, mas sim de todos os envolvidos, o quão alguém pode crescer e mudar como foi o caso do Clay, como atitudes desencadeiam outras e assim sucessivamente, e como nós somos uma mistura de Hannah Baker, afinal quem nunca sofreu bullying na vida, mas ao mesmo tempo também nos vemos em cada porquê, porque ninguém é ruim o bastante ou bom o bastante. A maioria dos atores são novos, e mesmo assim conseguiram atingir e doar o máximo da carga emocional necessária para a série, Kate Walsh que faz a mãe da Hannah, mostrou uma personagem incrível com camadas de atuação que faz você imergir na dor e na luta diária dela. Enfim, eu sou um pouco suspeita pra falar porque eu adorei a série e maratonei em dois dias, mas se você não viu ainda, por favor corre pra ver. E para vocês que já assistiram, comenta ai o que acharam e se ela vale uma segunda temporada. 


"E estou prestes a te contar a história da minha vida ''


05/04/2017

CRITICA: PUNHO DE FERRO É A PIOR SÉRIE DA MARVEL?

Título: Punho de Ferro
Criador(a): Scott Buck
Elenco: Finn Jones,Jessica Henwick,Tom Pelphrey,Jessica Stroup e David Wenham
Produção Netflix, Marvel Television e ABC Studios
Retornando para Nova York após anos desaparecido, Daniel Rand luta contra o crime e a corrupção com suas incríveis técnicas de kung-fu e o poder de convocar as habilidades do temível Punho de Ferro.



Finalmente voltei pra falar da série que eu estava mais ansiosa pra assistir. Desde Demolidor, eu estava com muito hype em todas as produções da Netflix em termos de séries da Marvel. Demolidor como eu já falei aqui no blog, foi uma série que abriu portas pra Marvel na TV, e ai veio Jessica Jones que eu amei, depois Luke Cage que tem atores incrìveis, fotografia linda, é uma baita de uma série sobre representatividade mas os diálogos são pesados e  eu não aguentei ver inteira,confesso! E aí me vem Punho de Ferro, um cara que perde os pais, é criado em K"un Lun por monges e se torna uma arma viva, mestre do kung fu e portador do Punho de Ferro, uma honra que nenhum outro estrangeiro obteve na cidade sagrada. Até ai tudo certo, no começo da série somos apresentados ao Danny ainda tentando entender NY, querendo respostas e querendo provar sua identidade dentro da Rand, empresa da sua familia. Até a metade da série eu ainda estava ok com o Finn Jones ( Danny Rand ). È notável que eles tiveram pouco tempo para desenvolver o personagem, dar vida as emoções dele e menos tempo ainda de preparação fisíca, o que atrapalhou em 90% as lutas da série. Infelizmente as lutas do cara que é o maior lutador do planeta, o Punho de Ferro, são fraquíssimas e nenhum inimigo tem sequer medo dele, e isso é triste. Dá pra notar todas as trocas de dublês, e o punho, que tragédia. Eu senti um Danny Rand mimado,egoista muitas vezes no relacionamento dele com a Coleen e um cara que ora tinha uma motivação, ora tinha outra. Erro no roteiro. Punho de Ferro tinha tudo para não ser apenas mais um conto do herói urbano, apresentando grandiosas lutas performáticas e interessantes vilões super-poderosos - mas a série parece querer fugir disso. Enquanto não está presa em infindáveis salas de reunião, repete movimentos que já vimos nas duas temporadas de Demolidor. Não temos um vilão específico,somos levados por três pessoas que se revezam em atrapalhar a vida do Danny e isso desfoca totalmente o que realmente o herói quer salvar. Obviamente a série teve pontos super positivos, como mostrar um herói jovem e inexperiente quanto confiar nas pessoas, o núcleo dos Meachum é o melhor, O ator que interpreta o Ward para mim, levou a série nas costas algumas vezes e a personagem da Coleen é bem construída e encaixa no proposito de tudo. Mas a série é bonita esteticamente, tem ótimos diálogos e a cena do punho sendo usado no seu máximo, é a melhor coisa que você verá.  Sabemos que o orçamento da série foi pequeno e por isso várias coisas vão incomodar, mas no geral a série não é a pior serie da Marvel, sendo que ela é a mais assistida até agora, passando Demolidor. E o que eu mais gostei foi a delicadeza de citarem todos os Defensores sem serem forçados. A referência aos outros hérois da Marvel super se encaixavam no roteiro. A série vale a pena ser vista mesmo com alguns erros,e agora é esperar para a estréia de Defensores, a série que vai juntar nossos heroís da Marvel TV. Contem ai para mim o que acharam da série,e se ainda não assistiram se pretendem assistir. 

31/03/2017

Resenha: Eu Estou Pensando em Acabar Com Tudo


Título: Eu Estou Pensando em Acabar Com Tudo
Autor(a): Iain Reid
Editora: Fábrica 321
Páginas: 224

Livro cedido em parceria com a editora Rocco
No romance de estreia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Mas talvez seja tarde demais. Reid, que tem dois livros de não ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.

Você sentira medo. Mas não saberá dizer por que...

Começo a resenha com essa frase que esta na contra-capa do livro porque foi exatamente assim que me senti durante a leitura. Um medo, uma sensação estranha misturada com agonia... algo bem inexplicavel e que poucos (ou nenhum) livros conseguiram tirar de mim em tao poucas paginas. Eu Estou Pensando em Acabar Com Tudo é aquele tipo de livro que poucas pessoas vão falar bem na blogosfera, disso eu tenho certeza. Ele é confuso até suas últimas dez páginas e mesmo após o fim ainda deixa a sensação de algo inacabado, porém ao meu ver isso que o caracteriza como um ótimo livro.

24/03/2017

Relacionamento abusivo nos livros

google imagens
Hoje resolvi falar de algo que tem me incomodado um pouco em algumas leituras que eu faço: relacionamento abusivo. Tenho certeza que você já leu algum livro onde esse tipo de relacionamento esta presente de uma forma ou de outra e em uma época em que tanto é discutido sobre o assunto porque não questionar o porque de algumas autoras ainda colocarem esse tipo de relacionamento nas suas obras. 

20/03/2017

Parceria: Editora Rouxinol

Oi, gente. Vim rapidinho para contar para vocês que o blog passou na seleção de parceria da editora Rouxinol. Foi a primeira seleção deles, então como aqui não tenho muitas parcerias é uma coisa "nova" para nós dois. Em breve vou solicitar um livro e poder falar um pouco mais para vocês. Enquanto isso conheça o que eles já lançaram.

17/03/2017

Resenha: Harry Potter E A Criança Amaldiçoada


TÍTULO: Harry Potter E A Criança Amaldiçoada
AUTOR(A): J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
EDITORA: Rocco
PÁGINAS: 352
Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados. 
Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial. 
Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral. 

Depois de longos anos a magia está de volta a nossas vidas, mas não exatamente como muitos esperavam... Não sei ainda se de fato sou parte daqueles que amaram este oitavo livro dá série Harry Potter ou daqueles que odiaram a ponto de não considerarem este livro uma continuação. Na verdade acredito que estou acima do muro, finalizei a leitura de Harry Potter e A criança amaldiçoada e sinceramente não sei qual o sentimento por esta leitura. Não nego que o livro entretém, a leitura é fluida e até envolvente, no primeiro dia que peguei o livro, eu havia lido mais dá metade em algumas horas, ouso dizer que se pode finalizar em um dia a leitura, afinal este é o roteiro dá peça, não temos todo aquele desenvolvimento, as descrições e emoções de uma história, mas se tem algo positivo que tomo por este oitavo livro dá série Harry Potter é a nostalgia, o voltar para o mundo do bruxinho que tanto nos encantou. 

13/03/2017

Resenha: A Rosa e a Adaga

Título: A Rosa e a Adaga
Autor(a): Reneé Ahdieh
Editora: Globo Alt
Páginas: 366
Onde comprar: Saraiva
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A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

Assim que eu acabei de ler A Fúria e a Aurora corri doida atrás da sequência e até cogitei ler em inglês, mas então o tempo passou e consegui ler A Rosa e a Adaga. Bem, definitivamente o livro me decepcionou. O que pareceu para mim foi que os eventos foram jogados no enredo apenas para preencher a história até chegar no final, porque o principal evento ficou sem sentido. Aqueles pessoas com poderes excepcionais no livro existiram por nada! Não houve uma grande causa nem um vilão à altura. Não houve clímax, não houve êxtase. Não houve sentido para tudo.